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Minha história

Olá queridos!

Nesse espacinho vou contar um pouco sobre mim e como vim parar nessa maravilhosa profissão!

A gravidez da Bia, minha filhinha, foi muito complicada. Tive pré eclampsia na gravidez, com a pressão subindo as alturas... acabou que ela nasceu com 8 meses de gestação e nasceu pequenina e frágil, pesava aprox. 1,800kg, e tinha um monte de patologias associadas...a lista era enorme!
Quando vi aquele serzinho na UTI, precisando de cuidados e tão, tão frágil....eu teria que fazer algo para ajudá-la!
Não pude amamentá-la de cara. Ela precisava ficar na encubadora. Seguiu os primeiros momentos tomando fórmula e, no segundo dia, tirei o meu leite para as enfermeiras darem a ela na mamadeirinha. Mas...não era suficiente.
Eu ainda não era nutricionista - fui mãe muito nova. Mas a minha mãe é nutricionista. Tinha em casa, muitos livros sobre o assunto e eu sempre gostei muito de ler. Fui pra casa no terceiro dia, sem a minha princesinha, e a noite, comecei a devorar livros sobre amamentação. Descobri que, tomando o leite materno, ela poderia engordar 30 a 40g/dia, e tomando fórmula, talvez não alcançasse a média máxima. Também descobri que sem estimulação, o leite secaria. E que o leite muda sua composição, conforme a mamada, o leite mais gorduroso era o leite do fim da mamada.
Então, para ajudar minha filha a sair dessa, teria que amamentá-la, o máximo possível! Era um ótimo plano, afinal. Porém...ela estava acostumando ao bico da mamadeira, não queria pegar meu peito... ai como eu fiquei preocupada, um plano tão bom, e eu não ia poder colocar em prática! Me sentia disputando com uma mamadeira...
Foi aí que entrou um anjo na minha vida, lá na UTI. Era uma senhora, japonesa, baixinha e com cara de brava. Era a nutricionista do andar. Chegou, quase junto comigo, e viu a Bia tomando a chuquinha dada pela enfermeira. Ela ficou possessa! Perguntou se eu tinha leite para amamentá-la, e ela conseguia sugar, porque eu não estava amamentando???? Me mandou comprar um bico de silicone para colocar no seio, pediu para nenhuma enfermeira dar mamadeira, e sim, o leite em copinho de 5ml -quando eu não estiver presente, de madrugada, por exemplo -e, com muita paciência, foi me ajudando a dar de mamar a Bia.
O resultado foi fantástico! Eu chegava no hospital no horário da primeira mamada, por volta das 6 horas, e ia pra casa depois da mamada das 21 horas. Ao chegar em casa, tirava o leite para levar no dia seguinte, tomando o cuidado de esvaziar bem a mama, para conseguir o leite gordurosinho! Todo dia eu analisava a ficha da Bia, e surpresa! Engordava 38, 40, 43 gramas ao dia!
A neném que nasceu magrinha, com hipoglicemia, precisou de transfusão de sangue, que não iria ouvir,engordou, ficou bem e veio pra casa!
Hoje a Bia vai fazer 12 anos este ano (já vai fazer 15 - atualizando), é uma menina linda e saudável. E eu, resolvi estudar nutrição, para ajudar outras pessoas, assim como fui ajudada. Logo no início da carreira, fiz um trabalho no Hospital Leonor Mendes de Barros, referência de banco de leite no Brasil, e ajudei muitas mães a amamentar. Hoje, há alguns anos, sou especialista em pediatria, atendo em consultório principalmente bebês, crianças e adolescentes e gestantes e sou colaboradora do programa PAPO da UNIFESP (atendimento em grupo a adolescentes obesas), além de fazer parte da diretoria da Associação Paulista de Nutrição de São Paulo. E é claro, blogueira que adora escrever!

                                                                      Essa é a Bia!
A nutrição, que ajudou a trazer a saúde a minha filha, pode te ajudar também!
Um grande beijo!
Karine Nunes Costa Durães, mãe e nutricionista!

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Iogurte na alimentação das crianças

Bom dia pessoal!
Vou seguir uma indicação de uma leitora querida, Alethéia, e escrever sobre iogurte na alimentação das nossas crianças.
Eu sou superfã deste alimento! Rico em Cálcio (sempre estimulo consumo de alimentos ricos  neste micronutriente pois nossa população está bem carente....), tem a lactose (açúcar do leite) fermentada e por isso é de fácil digestão, rico em probióticos, as tais bactérias benéficas que equilibram nossa flora intestinal, fortalece o sistema imunológico e facilita o trânsito intestinal, entre outros benefícios.  O iogurte pode ser incluido na alimentação do bebê após o início da alimentação complementar, isso é, com 6 a 7 meses aproximadamente. Com algumas ressalvas e detalhes.
Detalhe número 1: O iogurte para dar para o bebê, necessariamente tem que ser natural e sem açúcar. Os petit suisses vendidos no mercados contém corantes, aromatizantes e conservantes, substâncias estranhas ao nosso organismo (nós nutricionistas chamamos estas substâncias de xenobiótic…

Intolerância a lactose em bebês? Provavelmente não!

Com certeza você já leu na web a palavra lactose. Dieta sem lactose. Iogurte sem lactose. Mas o que é lactose? Seria bom tirar das crianças também?
Lactose é um dos carboidratos do leite. A grosso modo, um açúcar presente em leites. 
Leite materno, por exemplo, tem muita, muita lactose.
Nosso corpo, para digerir esse açúcar, usa enzimas que estão presentes no nosso organismo. Essas enzimas moram nas vilosidades intestinais. Vou mostrar:



Quando um bebê está tranquilo, vivendo a vida bebelística, a lactose é uma benção pra ele. É sim. Lactose, quando é “quebrada” pela enzima, vira galactose e ajuda constituição de galactopeptídeos integrantes do sistema nervoso central. Ela também ajuda a acumular água livre para reserva de termo-regulação, através da sudorese. Já viu como bebês suam?
A lactose também está associada à acidez das fezes e à formação da microbiota intestinal específica (predominância de lactobacillo e bifidobacteria, probióticos, o must da saúde atualmente), o que pode ser imp…

Sem açúcar, com afeto ou porque não dar açúcar ao bebê!

Sempre me perguntam, por quê não dar açúcar ao bebê? Ou então: posso dar açúcar orgânico, mascavo, produto adoçante?


O seguinte: a resposta inicial, todo mundo já sabe. Açúcar branco é caloria vazia, logo, não faz bem pra ninguém, dieteticamente falando. Essa caloria vazia pode ser traduzida em excesso de peso lá na frente - uma das doenças de mais difícil tratamento: a obesidade.
Mas tem um motivo mais profundo aí. Que eu vou explicar agora.
A necessidade de comer açúcar (alimentos doces) é do adulto. O bebê está provando tudo. Ele não sabe, por exemplo, que o suco de maracujá tem que ser adoçado. Sério. Ele vai aprender o que você mostrar a ele. Ele não sabe que a banana pode ficar melhor com açúcar. Ou não. A necessidade é nossa, não do bebê.
Só que, por natureza, o bebê já vem gostando de doce de fábrica. Ofereça açúcar, iogurte adoçado, chocolate, pirulito e geralmente você verá um bebê que vai comer e se lambuzar. A lactose do leite materno é levemente adocicada.
Por isso, não é um dos…